Conheça a razão que leva a maioria das mulheres a não encontrarem um bom homem, PsiCogitando

Por que muitas mulheres não conseguem encontrar um bom homem? A verdadeira razão pode surpreender

“Muitos homens não prestam.”
“Não existem mais homens bons.”
“Todos os bons já estão comprometidos.”

Essas frases têm se tornado cada vez mais comuns em conversas entre mulheres que, apesar de bem-sucedidas, atraentes e inteligentes, sentem dificuldade em encontrar um bom parceiro para um relacionamento duradouro. Mas... será mesmo que os homens bons sumiram do mapa?

Talvez a resposta seja mais profunda — e um tanto desconfortável.
Mas, antes de mais nada, é importante dizer: este texto é escrito com profundo amor e respeito por todas as mulheres. O objetivo não é criticar, mas provocar reflexão. Você pode se sentir esclarecida, surpresa ou até ofendida, dependendo do ponto de vista em que se encontra. Mas siga comigo até o fim. Vale a pena.


O que é, afinal, um “bom homem”?

A autora Celindo Martelo traz uma definição amplamente aceita: um bom homem é aquele que tem um trabalho respeitável, é gentil, fiel, amoroso e nunca abusa da mulher — seja fisicamente, emocionalmente ou sexualmente.

Essa é uma definição justa e coerente.
Porém, vale levantar uma questão importante: o que é exatamente um “trabalho respeitável”?

Muitas mulheres enxergam essa expressão como sinônimo de status financeiro. Em outras palavras: um bom homem seria aquele que ganha 20, 30 mil meticais por mês (ou mais). Nesse filtro, profissões como segurança, pintor, motorista, ou até professores são automaticamente excluídas do radar de interesse amoroso — mesmo que esses homens sejam leais, amorosos, maduros e trabalhadores.

E aqui entra a grande ironia: menos de 10% dos homens no mundo têm rendimentos tão altos, mas existe muito mais que 10% de homens bons por aí.


Procurando com os binóculos errados

A realidade é que muitas mulheres estão procurando um bom homem com o conjunto errado de critérios. Elas colocam na balança características que são relevantes para elas — e assumem que esses mesmos critérios são igualmente valorizados pelos homens.

Por exemplo, uma mulher pode acreditar que sua formação acadêmica, o carro que dirige ou seu salário são atributos fundamentais para atrair um parceiro. Mas a verdade é que os homens — inclusive os bons homens — não costumam priorizar isso em uma relação amorosa.

Não é que essas conquistas não sejam importantes ou admiráveis. São. Mas elas não estão no topo da lista do que homens maduros, sérios e bem-intencionados buscam numa parceira.


O erro de projetar desejos femininos nos homens

Outro fator é que muitas mulheres iniciam relacionamentos com uma perspectiva essencialmente feminina, esperando que os homens valorizem nelas exatamente aquilo que elas valorizam neles. E isso gera frustração.

Claro que existem qualidades universais — como bondade, honestidade, maturidade emocional e senso de humor — que ambos os gêneros apreciam. Mas existem diferenças claras nos critérios de atração e escolha amorosa.

Homens de alta qualidade, por exemplo, costumam buscar:

  • Feminilidade e leveza emocional
  • Cooperação em vez de competição
  • Estabilidade emocional
  • Autenticidade e doçura
  • Aparência cuidada (não perfeição, mas esforço)
  • Apoio e respeito

Muitas mulheres, no entanto, não apenas desconhecem isso — como não estão dispostas a desenvolver ou cultivar essas qualidades, por acreditarem que “não precisam mudar por homem nenhum”. E está tudo certo em manter-se fiel a si mesma. Mas é importante entender que as escolhas têm consequências, inclusive na vida afetiva.


O foco excessivo em status e performance profissional

É muito comum ver mulheres em programas de namoro ou conselhos amorosos dizendo frases como:
“Sou formada, ganho bem, moro sozinha. Por que não consigo encontrar um homem à minha altura?”

A resposta pode estar exatamente aí: essas qualidades são mais ligadas ao sucesso profissional, e não necessariamente à conexão emocional.
Muitos homens não se sentem atraídos por diplomas, cargos ou salários. Eles buscam uma parceira que os inspire, acolha, desafie emocionalmente (com equilíbrio), e que os respeite.

Enquanto algumas mulheres acreditam que seus títulos e conquistas bastam para “atrair um homem de valor”, esquecem que a conexão emocional, a energia e o comportamento contam ainda mais no jogo do amor.


Conclusão: é sobre mudar o foco, não sobre mudar quem você é

Então, por que muitas mulheres não conseguem encontrar um bom homem?

Porque, muitas vezes, estão buscando por um homem bom com critérios errados, expectativas desalinhadas e filtros idealizados.
Porque acreditam que sua visão do que é importante num relacionamento deve ser igualmente válida para os homens.
Porque focam tanto na conquista externa, que esquecem da construção interna — emocional, relacional e comportamental.

Os bons homens existem. Estão por aí.
Mas para vê-los, talvez seja preciso ajustar os binóculos — e o coração.

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